e então é esse ranço, esse avanço
essa ausência de descanso
esse pequeno pranto manso
que desafoga os devires
as mãos estão livres
e daí?
não há onde segurar
na distância que se imprime
falsa é a mansidão
pois que afoga
horas e horas
essa rima frouxa
e sem solução
te ex-termino
baixinho
como água suja
que se es-vai
onde o ralo é puro es-pinho
há um nome feio
por baixo da minha boca
há o rímel
grudado na pálpebra
parece farpa?
é doce-insone-insosso-apenas-teu-nome
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29 julho, 2013
13 julho, 2013
Para Vinícius
Soneto que separa o som
Maçã, coração, neon
Sopra ao fim tudo que é bom
E deixa sobras como que de batom
A roupa morta na cama
Escama de peixe esquecida
A ferida não vale uma grama
No amargo mercado da vida
De repente, não mais que de repente
O poeta não sabe o que sente
Sua dor traz ao presente
Toda sombra outrora ardente
E do fim da espuma de sua boca
Brota o som do silêncio, a voz rouca
O seu nome é um pranto seco
E o seu eco, coisa mouca
Maçã, coração, neon
Sopra ao fim tudo que é bom
E deixa sobras como que de batom
A roupa morta na cama
Escama de peixe esquecida
A ferida não vale uma grama
No amargo mercado da vida
De repente, não mais que de repente
O poeta não sabe o que sente
Sua dor traz ao presente
Toda sombra outrora ardente
E do fim da espuma de sua boca
Brota o som do silêncio, a voz rouca
O seu nome é um pranto seco
E o seu eco, coisa mouca
27 maio, 2010
(L)evito
loucura que não larga
palavra pouca
insisto em mentir
citação que mantem acesa
"De repente não atinjo mais a cor do teu corpo. De repente
o recinto se enche de tipos curiosos, do fato de estarmos
pensando, da lastimável distância entre nossos fantasmas.
De repente a lógica da tua mão me rasga: idealizo campos,
pombos e uma parede branca que ao acordar confundi com
céu. Confundi com céu.
De repente descubro que esta impossibilidade
é a matéria que trabalho, que comigo desenho no ceruo das tuas
pernas, que obedeço e desobedeço como que me rasgando."
Ana C.
palavra pouca
insisto em mentir
citação que mantem acesa
"De repente não atinjo mais a cor do teu corpo. De repente
o recinto se enche de tipos curiosos, do fato de estarmos
pensando, da lastimável distância entre nossos fantasmas.
De repente a lógica da tua mão me rasga: idealizo campos,
pombos e uma parede branca que ao acordar confundi com
céu. Confundi com céu.
De repente descubro que esta impossibilidade
é a matéria que trabalho, que comigo desenho no ceruo das tuas
pernas, que obedeço e desobedeço como que me rasgando."
Ana C.
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19 maio, 2009
28 março, 2009
25 março, 2009
30 dezembro, 2008
Itaú Bankline [Mais de 300 operações on-line feitas para você ganhar tempo.]
não há relógios
e eu não sei mais dançar
tédio tédio
oremos todos por bons champanhes no ano novo e umas férias na praia
morri umas trocentas vezes ontem vendo o jornal
depois bebi até ficar suficientemente sã pra encontrar o caminho da luz
é um fato, sim, o espírito de natal cai na cabeça das pessoas
as que não ficam burras morrem de tanto amor no coração
abaixo a cabeça e olho meus braços gordos
minhas pernas gordas
e penso em fazer um churrasco
é uma pena ter virado vegetariana, essa comida podia suprir as crianças desnutridas
VIVA
viva viva viva
ou carregue a morte nos ombros sem reclamar
e eu não sei mais dançar
tédio tédio
oremos todos por bons champanhes no ano novo e umas férias na praia
morri umas trocentas vezes ontem vendo o jornal
depois bebi até ficar suficientemente sã pra encontrar o caminho da luz
é um fato, sim, o espírito de natal cai na cabeça das pessoas
as que não ficam burras morrem de tanto amor no coração
abaixo a cabeça e olho meus braços gordos
minhas pernas gordas
e penso em fazer um churrasco
é uma pena ter virado vegetariana, essa comida podia suprir as crianças desnutridas
VIVA
viva viva viva
ou carregue a morte nos ombros sem reclamar
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